terça-feira, 5 de janeiro de 2016
CIENTISTA BRASILEIRA DESENVOLVE SENSOR PARA DIAGNOSTICAR CÂNCER SEM PRECISAR DE BIÓPSIA
Muitos casos de câncer são descobertos em estágio avançados por falta de acompanhamento ou descuido, já que é uma doença muitas vezes silenciosas ou com sintomas quase imperceptíveis. Visando isso, a cientista Priscila Monteiro Kosaka, 35 anos, doutora em Química que integra o Instituto de Microeletrônica de Madri, desenvolveu uma técnica menos invasiva e que dispensa a biópsia, para diagnosticar a doença.
Se trata de um sensor ultrassensível que descobre o câncer a partir de um exame de sangue. O uso dessa técnica é chamado de bioreconhecimento e também é capaz de diagnosticar hepatite e Alzheimer. Segundo Priscila, o sensor é considerado inovados porque consegue detectar com uma amostra muito pequena em meio a milhares de células, o que nenhum outro biomarcador conseguiu até então.
Ele funciona como um mini trampolim que possui anticorpos na superfície. Quando eles captam a presença do câncer na amostra de sangue, acabam reagindo e se tornam mais pesados, fazendo com que o dispositivo mude a cor das partículas."A superfície do trampolim muda de cor e brilha muito, como se fosse uma árvore de Natal", explica.
A taxa de erro do dispositivo é de 1 para cada 10 mil casos e o método vem sendo testado há quatro anos. Porém, ainda falta uma fase de teste com doentes e com biomarcadores de última geração. Antes de chegar ao mercado é preciso baixar o custo de fabricação também, ou seja, a previsão para que ele esteja disponível é de 10 anos, para que ele venha num custo acessível e seja utilizado por meio de exames de rotina, dispensando o procedimento de biópsia.
Dados do Instituto Nacional do Câncer apontam que no Brasil existem 576 mil casos de câncer por ano. O melanoma, tipo de câncer de pele, tem cerca de 182 mil casos novos e é o que mais afeta a população brasileira, seguido pelos tumores de próstata, mama feminina, cólon e reto, pulmão, estômago e colo do útero.
Uol Noticias
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sábado, 2 de janeiro de 2016
Telescópio da Nasa encontra 1º planeta habitável
Por AE | Agência Estado
Astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes (Foto: Nasa)
A agência espacial dos Estados Unidos (Nasa) informou nesta segunda-feira que seu telescópio espacial Kepler confirmou a existência do primeiro planeta habitável numa região fora do sistema solar.
No início deste ano, cientistas franceses confirmaram a existência do primeiro planeta fora do sistema solar a atender às exigências para a manutenção da vida, conhecido como Gliese 581d, mas o Kepler 22b, visto pela primeira vez em 2009, foi o primeiro cujas características puderam ser confirmadas pela agência espacial norte-americana.
A confirmação significa que os astrônomos viram o planeta cruzar a frente de sua estrela três vezes.
"A fortuna sorriu para nós com a detecção do primeiro planeta", disse William Borucki, principal pesquisador do Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da Nasa.
"O primeiro trânsito foi capturado apenas três dias depois de termos declarado o telescópio pronto operacionalmente. Nós testemunhamos a definição do terceiro trânsito durante o período de férias de 2010."
O Kepler-22b está há 600 anos-luz de distância e é maior do que a Terra. O planeta tem uma órbita de 290 dias ao redor de sua estrela.
A Nasa também anunciou que o Kepler descobriu mais de 1.000 planetas com potencial de abrigar vida, duas vezes o número previamente localizado, segundo uma pesquisa que está sendo apresentada numa conferência realizada na Califórnia nesta semana.
O Kepler é a primeira sonda espacial da Nasa que procurar planetas semelhantes à Terra que orbitem sóis similares aos nossos. As informações são da Dow Jones.
Nutrição - Mel
Mel é mesmo mais saudável que açúcar?
Nutricionista explica que, apesar de ser feito a base de açúcar, o corpo gasta mais energia para processar o mel tornando-o menos calórico
Já parou para pensar se o mel é mesmo mais saudável do que o açúcar como dizem por aí? Pois segundo Keith Kantor, nutricionista e autor do livro voltado para crianças The Green Box League of Nutritious Justice (A Caixa Verde da Liga da Justiça Nutritiva, em tradução literal), o doce ganha sim mais pontos diante da versão do açúcar que conhecemos. "Açúcar é açúcar e o mel é, em sua maior parte, açúcar", disse ao site The Huffington Post.
O especialista explica que o corpo transforma estes alimentos em glicose para usá-los como combustível e, quanto mais complexo for para o organismo chegar a esta substância, mais energia é necessária. O açúcar, por exemplo, é formado de 50% de glucose e 50% de frutose, substância muito fácil de ser quebrada, por isso a quantidade que o corpo não usa logo após a ingestão, nem no processamento, acaba sendo armazenado em forma de gordura. Por isso, doces engordam.
Já o mel é feito de 30% de glicose, menos de 40% de frutose e cerca de 20% de outros tipos de açúcares. Estes últimos fazem toda a diferença, já que são mais complexos e exigem do corpo mais energia para quebrá-los. Para fazer isso, o organismo usa mais calorias, o que diminui o excesso de glicose que é armazenado em forma de gordura.
Outro benefício do mel é que ele é rico em oligoelementos, minerais encontrados no néctar das plantas das quais as abelhas se alimentam. Dependendo da região, é possível encontrar zinco, selênio e diversos tipos de vitaminas no doce.
No entanto, por ser um alimento a base de açúcar, pode fazer mal devido ao excesso, mas caso seja impossível ficar longe de um doce, prefira sempre o mel.
(Terra)
2016! O ano do Sol!
No dia 20 de Março de 2016, por volta da 1h30, o Sol começa sua caminhada através do signo de Áries inaugurando um novo Ano Astral. Marte deixa de lado sua armadura e descansa, dando lugar ao Sol, o centro do nosso sistema.
O que podemos esperar de um ano regido pelo Sol?
Acima de qualquer descrição, o Sol tem a ver com a nossa identidade, com o nosso lado masculino, realizador, com aquilo que nos tornaremos em nossa jornada e o caminho que trilharemos nesta vida para chegarmos no lugar designado pelo nosso destino.
O Sol, na astrologia, é progressivo e dinâmico, pois ele se desenvolve durante toda nossa existência. Ele tem a ver com a nossa essência, com o que verdadeiramente somos.
Portanto, 2016, será um ano em que estaremos mais preocupados em nos tornarmos aquilo que somos, em buscar dentro de nós mesmos, nossa essência, nossa missão neste Planeta. O Sol é a nossa fonte de energia. Sem ele, sucumbiríamos.
Um ano solar, será um ano iluminado, cheio de vitalidade e nossa energia vital estará acima da média. Será um ano de produtividade em que caminharemos na direção dos nossos sonhos. O herói é simbolizado pelo Sol, portanto, caminharemos na busca obsessiva pela nossa realização pessoal e espiritual.
Podemos esperar por um ano de crescimento, expansão, apesar de todas as dificuldades que nós, habitantes do planeta, enfrentamos. A Luz Maior nos guiará e este, deve ser um ano que devemos dar espaço e voz à nossa intuição. Nossa identidade, o que realmente somos, estará mais forte e intensa, pois estaremos mais confiantes, mas mais egoístas também. Estaremos em busca do nosso poder pessoal, de novas realizações e estaremos mais capacitados para atingirmos nossas metas, pois nossa auto confiança, sentido de honra e auto expressão estarão bastante intensos dentro de nós. Teremos força e determinação para lutarmos bravamente por tudo o que desejarmos.
O Sol é regente de Leão, portanto, os leoninos e seus irmãos de fogo, Áries e Sagitário, serão os mais beneficiados durante todo ano astral.
Teremos a oportunidade de desenvolvermos em nós, as características desse signo que são: determinação, nobreza, dignidade, lealdade, exuberância e, principalmente, a motivação, o otimismo e a alegria.
Devemos tomar muito cuidado com o excesso de egoísmo e com a tendência a nos tornarmos infantis, na busca de aplausos e reconhecimento. Será um ano em que estaremos todos mais dispostos a tornar tangíveis nossos sonhos.
Leão rege o coração, portanto, estaremos todos mais apaixonados e dispostos a nos relacionar com amor e prazer. A consciência humana é regido pelo nosso deus solar e por isso, 2016 promete ser um ano de encontros, especialmente o encontro consigo mesmo.
Um ano regido pelo Sol representa o início de um novo ciclo, portanto, os inícios estarão protegidos pelo nosso deus.
Teremos todos, durante 2016, as chances e oportunidades necessárias para a abertura de nosso coração, para darmos e recebermos amor, para nos relacionarmos a partir da entrega sincera, uns com os outros. Estaremos mais amorosos e por esse motivo, devemos estar conscientes da importância deste ano, para o nosso desenvolvimento pessoal e espiritual, para a evolução de nossa alma, no caminho do crescimento para a entrada da Nova Era que se aproxima.
(www.terra.com.br)
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Nasa faz imagens inéditas do Sol em alta definição
A Nasa divulgou imagens em alta definição do Sol.
Elas foram captadas pelo Observatório da Dinâmica Solar da Nasa, que monitora a estrela 24 horas por dia desde 2010.
Ele captura imagens da estrela em 10 comprimentos de onda para pesquisar as temperaturas dos diferentes materiais que compõe o Sol.
Cada temperatura mostra estruturas específicas, como explosões de luz e de raios-x e movimentos na coroa solar.
Estudar a estrela mais próxima da Terra é também uma forma de entender outras regiões da galáxia
As imagens podem ser vistas em formato 4k pelo site da Nasa.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2015/11/05/nasa-faz-imagens-ineditas-do-sol-em-alta-definicao.htm
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Físicos europeus descobrem partículas mais rápidas que a luz
Pesquisadores do Cern dizem ter encontrado neutrinos que desafiam a teoria da relatividade de Einstein
iG São Paulo | 22/09/2011 17:01
Físicos anunciaram esta quinta-feira (22) que partículas subatômicas denominadas neutrinos podem viajar mais rápido que a luz, uma descoberta que, se comprovada, seria inconsistente com a teoria da relatividade de Einstein.
Em experimentos feitos entre o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), em Genebra, na Suíça, e um laboratório na Itália, as minúsculas partículas foram cronometradas a uma velocidade de 300.006 km/seg, sutilmente mais rápido do que a velocidade da luz, afirmaram os cientistas.
“Dá uma sensação de que tem alguma coisa errada, que isso não pode estar acontecendo,” disse James Gillies, porta-voz do Cern. Ele afirmou que os resultados surpreenderam tanto os pesquisadores da institução que eles pediram que outros colegas verificassem suas medições antes de anunciar de fato a descoberta.”Eles estão convidando a comunidade mundial da Física a examinar minuciosamente seu trabalho, e idealmente, conseguir que alguém repita os resultados,” afirmou.
A equipe do acelerador de partículas do Fermilab, nos Estados Unidos, já se comprometeu a iniciar esse trabalho. “É um choque,” disse o chefe do grupo de Física Teórica do Fermilab, Stephen Parke, que não fez parte da pesquisa na Suíça. “Vai nos causar um monte de problemas, isso é fato. Se é que é mesmo verdade”.
O Fermilab conseguiu resultados semelhantes em 2007, mas a margem de erro era tão grande que minimizou sua importância científica.
Outros cientistas de fora do Cern mostraram ceticismo. O chefe do departamento de Física da Universidade de Maryland chamou a descoberta de “tapete voador”, algo fantástico demais para ser crível.
O Cern afirma que um raio de neutrinos (conhecidos por ser uma das partículas mais estranhas da Física moderna) disparado de Genebra para um laboratório na Itália a 730 quilômetros de distância viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz, com uma margem de erro de 10 nanossegundos. Mas como as implicações do experimento são importantes, os cientistas passaram meses checando e rechecando seus resultados para garantir que não houve erros e falhas na experiência.
“Não achamos nenhum erro que pudesse explicar este resultado,” afirmou Antonio Erediato, físico da Universidade de Berna, na Suíça, que esteve envolvido na experiência, chamada de OPERA.
Além do Fermilab, nos Estados Unidos, outro centro de pesquisa que pode replicar a experiência é o T2K, no Japão, que no momento está desativado por conta do terremoto de 11 de março.
Mas os cientistas concordam que se os resultados forem confirmados, eles vão forçar uma revisão completa das leis da física.
A Teoria da Relatividade de Einstein, que diz que a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz é a base de toda a física moderna, afirmou John Ellis, físico do Cern que não esteve envolvido na experiência. “Funcionava perfeitamente até agora”, ressaltando que os pesquisadores do OPERA podem ter a responsabilidade de explicar como neutrinos mais rápidos que a luz não foram descobertos até agora. “Se for verdade, é uma descoberta tão fantástica, mas tão fantástica, que temos que ser cuidadosos até confirmá-la”.
(Com informações da AP e AFP)
Pesquisadores do Cern dizem ter encontrado neutrinos que desafiam a teoria da relatividade de Einstein
iG São Paulo | 22/09/2011 17:01
Físicos anunciaram esta quinta-feira (22) que partículas subatômicas denominadas neutrinos podem viajar mais rápido que a luz, uma descoberta que, se comprovada, seria inconsistente com a teoria da relatividade de Einstein.
Em experimentos feitos entre o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), em Genebra, na Suíça, e um laboratório na Itália, as minúsculas partículas foram cronometradas a uma velocidade de 300.006 km/seg, sutilmente mais rápido do que a velocidade da luz, afirmaram os cientistas.
“Dá uma sensação de que tem alguma coisa errada, que isso não pode estar acontecendo,” disse James Gillies, porta-voz do Cern. Ele afirmou que os resultados surpreenderam tanto os pesquisadores da institução que eles pediram que outros colegas verificassem suas medições antes de anunciar de fato a descoberta.”Eles estão convidando a comunidade mundial da Física a examinar minuciosamente seu trabalho, e idealmente, conseguir que alguém repita os resultados,” afirmou.
A equipe do acelerador de partículas do Fermilab, nos Estados Unidos, já se comprometeu a iniciar esse trabalho. “É um choque,” disse o chefe do grupo de Física Teórica do Fermilab, Stephen Parke, que não fez parte da pesquisa na Suíça. “Vai nos causar um monte de problemas, isso é fato. Se é que é mesmo verdade”.
O Fermilab conseguiu resultados semelhantes em 2007, mas a margem de erro era tão grande que minimizou sua importância científica.
Outros cientistas de fora do Cern mostraram ceticismo. O chefe do departamento de Física da Universidade de Maryland chamou a descoberta de “tapete voador”, algo fantástico demais para ser crível.
O Cern afirma que um raio de neutrinos (conhecidos por ser uma das partículas mais estranhas da Física moderna) disparado de Genebra para um laboratório na Itália a 730 quilômetros de distância viajou 60 nanossegundos mais rápido que a velocidade da luz, com uma margem de erro de 10 nanossegundos. Mas como as implicações do experimento são importantes, os cientistas passaram meses checando e rechecando seus resultados para garantir que não houve erros e falhas na experiência.
“Não achamos nenhum erro que pudesse explicar este resultado,” afirmou Antonio Erediato, físico da Universidade de Berna, na Suíça, que esteve envolvido na experiência, chamada de OPERA.
Além do Fermilab, nos Estados Unidos, outro centro de pesquisa que pode replicar a experiência é o T2K, no Japão, que no momento está desativado por conta do terremoto de 11 de março.
Mas os cientistas concordam que se os resultados forem confirmados, eles vão forçar uma revisão completa das leis da física.
A Teoria da Relatividade de Einstein, que diz que a energia é igual a massa vezes a velocidade da luz é a base de toda a física moderna, afirmou John Ellis, físico do Cern que não esteve envolvido na experiência. “Funcionava perfeitamente até agora”, ressaltando que os pesquisadores do OPERA podem ter a responsabilidade de explicar como neutrinos mais rápidos que a luz não foram descobertos até agora. “Se for verdade, é uma descoberta tão fantástica, mas tão fantástica, que temos que ser cuidadosos até confirmá-la”.
(Com informações da AP e AFP)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Água salgada em Marte.
A Nasa anunciou nesta quinta-feira a descoberta de manchas superficiais que aparecem nas encostas de Marte durante a temporada de calor e desaparecem na temporada de frio, que poderiam ser formadas por água salgada.

A descoberta foi feita graças à análise de uma série de imagens obtidas pelo Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRise) do Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês), que explora o planeta vermelho desde 2006.
O diretor da Nasa para pesquisa científica do programa de prospecção a Marte, Michael Meyer, fez o anúncio em entrevista coletiva junto ao professor Alfred McEwen da Universidade do Arizona, entre outros membros da equipe. EFE

A descoberta foi feita graças à análise de uma série de imagens obtidas pelo Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRise) do Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO, na sigla em inglês), que explora o planeta vermelho desde 2006.
O diretor da Nasa para pesquisa científica do programa de prospecção a Marte, Michael Meyer, fez o anúncio em entrevista coletiva junto ao professor Alfred McEwen da Universidade do Arizona, entre outros membros da equipe. EFE
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
A história do sorvete.

Os indícios mais antigos a respeito de algo parecido com o sorvete se encontram na antiga civilização chinesa, na qual se fazia um doce gelado com neve, suco de fruta e mel. Alexandre, o Grande, é visto para muitos historiadores como o introdutor do sorvete na Europa, o qual mudou um pouco o método de fabricação: ao invés de se utilizar a neve, diretamente, uma mistura de salada de frutas embebida em mel era resfriada em potes de barro guardados na neve.
Em 1292, por meio da viagem do italiano Marcopolo à China, diversas novidades foram trazidas para a Itália; uma delas era o sorvete feito com leite. Essas iguarias ficaram bastante populares na França por volta de 1500, porém apenas a realeza tinha acesso às novidades mais sofisticadas. No final do século XVIII, os sorvetes cremosos já haviam saído da elite e passaram a estar presentes em todas as camadas sociais, tendo também, alcançado enorme popularidade nos Estados Unidos por meio dos colonos ingleses.
Mesmo com todo o sucesso do sorvete, sua fabricação ainda era difícil. Isso foi resolvido em 1846, quando a norte-americana Nancy Johnson inventou um congelador que agitava uma mistura dos ingredientes. Em 1851, o leiteiro Jacob Fussel abriu em Baltimore a primeira fábrica de sorvetes, se tornando o primeiro a produzir o produto em larga escala.
Com isso, o sorvete ganhou uma popularidade ainda maior e os EUA se consolidaram como os maiores produtores do mundo. Foram os americanos, inclusive, que no fim do século XIX criaram as três receitas mais famosas de sorvete: o sundae, a banana split e o ice cream soda, os quais fazem sucesso até hoje e são símbolos da cultura do país.
Sonda detecta fluxo de água em Marte
04/08/2011 16h01 - Atualizado em 04/08/2011 16h05
Sonda detecta fluxo de água em Marte
Estruturas no solo seriam formadas por água corrente, diz estudo.
Descoberta é o mais perto que se chegou de detectar água líquida.
Do G1, em São Paulo
A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) encontrou evidências de que água corre em Marte durante períodos de calor, divulgou a agência espacial americana (Nasa) nesta quinta-feira (4) em um estudo publicado na revista especializada Science.
As fotografias mostram estruturas escuras e compridas no solo marciano durante a primavera e o verão do planeta. No inverno, elas desaparecem e retornam na primavera seguinte.
“A melhor explicação até agora é o fluxo de água salgada”, afirma o líder do grupo que estudou as imagens, Alfred McEwen, da Universidade do Arizona.

Imagem feita a partir de fotografias de satélite e modelos 3-D mostra as marcas feitas pelo fluxo de água em cratera de Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)De acordo com os pesquisadores, o fluxo de água explica a formação das estruturas. Se ela for salgada, explica por que congela mais tarde do que seria esperado. Água pura congelaria na temperatura local, mesmo no verão.
A descoberta é o mais perto que os cientistas já chegaram de encontrar água líquida no planeta. Água congelada foi detectada perto da superfície em diversos pontos.
“O programa de exploração de Marte da Nasa continua nos trazendo mais perto de determinar se o planeta vermelho pode abrigar alguma forma de vida”, disse o administrador da agência, Charles Bolden.

Fotografias da MRO mostram evolução das marcas feitas ao longo das estações em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
Sonda detecta fluxo de água em Marte
Estruturas no solo seriam formadas por água corrente, diz estudo.
Descoberta é o mais perto que se chegou de detectar água líquida.
Do G1, em São Paulo
A sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) encontrou evidências de que água corre em Marte durante períodos de calor, divulgou a agência espacial americana (Nasa) nesta quinta-feira (4) em um estudo publicado na revista especializada Science.
As fotografias mostram estruturas escuras e compridas no solo marciano durante a primavera e o verão do planeta. No inverno, elas desaparecem e retornam na primavera seguinte.
“A melhor explicação até agora é o fluxo de água salgada”, afirma o líder do grupo que estudou as imagens, Alfred McEwen, da Universidade do Arizona.

Imagem feita a partir de fotografias de satélite e modelos 3-D mostra as marcas feitas pelo fluxo de água em cratera de Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)De acordo com os pesquisadores, o fluxo de água explica a formação das estruturas. Se ela for salgada, explica por que congela mais tarde do que seria esperado. Água pura congelaria na temperatura local, mesmo no verão.
A descoberta é o mais perto que os cientistas já chegaram de encontrar água líquida no planeta. Água congelada foi detectada perto da superfície em diversos pontos.
“O programa de exploração de Marte da Nasa continua nos trazendo mais perto de determinar se o planeta vermelho pode abrigar alguma forma de vida”, disse o administrador da agência, Charles Bolden.

Fotografias da MRO mostram evolução das marcas feitas ao longo das estações em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Univ. of Arizona)
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Paleontólogos encontram em Uganda crânio de macaco de 20 milhões de anos

Paleontólogos encontram em Uganda crânio de macaco de 20 milhões de anos
Publicada em 03/08/2011
O Globo (ciencia@oglobo.com.br)
RIO - Uma equipe de cientistas ugandenses e franceses encontrou em Uganda o crânio de um macaco de 20 milhões de anos. O fóssil foi achado no dia 18 de julho, na fronteira com o Quênia, numa região onde antigamente havia um vulcão. O material ainda precisa ser restaurado e estudado.
- É a primeira vez que se encontra o crânio completo de um macaco desta idade - disse Martin Pickford, paleontólogo do College de France, em Paris.
Até agora, sabe-se que se trata de um herbívoro que subia nas árvores e que tinha dez anos quando morreu, informa o jornal espanhol "El Mundo". A cabeça era como a de um chimpanzé, mas o cérebro se aprecia ao de um babuíno, cujo tamanho é maior.
Agora, os restos serão levados para Paris, para serem restaurados e estudados, informou Bridgette Senut, professora do Museu Nacional de História Natural:
- Será limpo e preparado na França e depois de cerca de um ano voltará para Uganda.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Família Schürmann encontra submarino nazista afundado no litoral de Santa Catarina
Lucas Azevedo
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
Os velejadores da família Schürmann confirmaram na noite desta quinta-feira (14) mais uma proeza. Após longas pesquisas iniciadas no ano passado, eles encontraram os restos do submarino alemão U-513, naufragado em 19 de julho de 1943, no litoral de Santa Catarina, por um hidroavião norte-americano.
O U-513, conhecido como Lobo Solitário, era comandado pelo capitão Friedrich Fritz Guggenberger. O oficial chegou a ser condecorado com a Cruz de Ferro pelo próprio Adolf Hitler por ter afundado um porta-aviões inglês.
A embarcação era responsável pelo abate de navios aliados na costa do Atlântico Sul. Ao menos três foram alvo do Lobo Solitário na costa brasileira.
Vilfredo Schürmann, o líder do grupo, ouviu a história da embarcação primeiramente em 2002. De lá pra cá, foi atrás de documentos em diversos países até reunir uma expedição com voluntários e pesquisadores a bordo do veleiro Aysso.
Em breve os Schürmann divulgarão mais dados sobre a descoberta, que também será tema de um documentário.
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
Os velejadores da família Schürmann confirmaram na noite desta quinta-feira (14) mais uma proeza. Após longas pesquisas iniciadas no ano passado, eles encontraram os restos do submarino alemão U-513, naufragado em 19 de julho de 1943, no litoral de Santa Catarina, por um hidroavião norte-americano.
O U-513, conhecido como Lobo Solitário, era comandado pelo capitão Friedrich Fritz Guggenberger. O oficial chegou a ser condecorado com a Cruz de Ferro pelo próprio Adolf Hitler por ter afundado um porta-aviões inglês.
A embarcação era responsável pelo abate de navios aliados na costa do Atlântico Sul. Ao menos três foram alvo do Lobo Solitário na costa brasileira.
Vilfredo Schürmann, o líder do grupo, ouviu a história da embarcação primeiramente em 2002. De lá pra cá, foi atrás de documentos em diversos países até reunir uma expedição com voluntários e pesquisadores a bordo do veleiro Aysso.
Em breve os Schürmann divulgarão mais dados sobre a descoberta, que também será tema de um documentário.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O mistério da escada.

O Mistério da Escada
Esta escada esta no interior da Capela de Loretto, cidade de Santa Fé (Estados Unidos). O que a torna tão especial é o fato de ter sido construída com uma madeira desconhecida e não se apoiar em qualquer ponto central. Por esta razão a sua construção está envolta numa lenda:
Quando a capela ficou pronta, no fim do século XIX, as freiras sentiram falta de uma escada que as levasse até o pavimento superior. Elas passaram nove dias rezando para São José, que era carpinteiro. Um desconhecido bateu à porta da capela no último dia. Disse que era carpinteiro e que poderia dar conta da tarefa. Ele construiu a escada, que é considerada um prodígio de carpintaria, sem ajuda alguma, ninguém sabe como ela ficou de pé. A escada não tem um suporte central. Depois, o carpinteiro - que não usou prego nem cola para construir a escada - sumiu sem deixar vestígios. Nem esperou para receber o pagamento.
Passou-se a acreditar que o carpinteiro era na verdade S. José, enviado por Jesus para atender às súplicas das freiras. Outro aspecto que reforça o milagre é o fato da escada conter 33 degraus, a idade de Cristo.
É sem duvida uma construção bastante misteriosa para a qual engenheiros e arquitetos ainda não tem resposta.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
SOL
O SDO - Solar Dynamics Observatory é um satélite da Nasa com a missão de monitorar continuamente o Sol em tempo real e produzir imagens em detalhes nunca antes vistos. A primeira imagem divulgada foi em 21 de abril de 2010, há um ano. Esta imagem de 15 de fevereiro de 2011 mostra chamas fazendo um X no Sol, além de um fraca "auréola" ao redor do astro formada por ejeção de massa por cerca de 11 horas
Artefatos de 15.500 anos achados no Texas colocam em dúvida teoria sobre colonização da América
Por Jean-Louis Santini
Em Washington
A descoberta no Texas de um sítio arqueológico contendo milhares de vestígios de 15.500 anos atrás faz recuar em pelo menos 2 mil anos as estimativas de chegada dos primeiros ocupantes à América, além de colocar em dúvida a teoria atual sobre a colonização do continente.
Uma corrente em vigor acredita que as primeiras tribos americanas fariam parte da cultura denominada Clóvis, com traços encontrados em vários pontos, a partir de 1932.
Segundo esta hipótese controversa, os portadores desta cultura, caracterizada por uma técnica muito particular de entalhe de pontas de sílex de dois gumes, teriam vindo da Ásia há cerca de 13.500 anos através do Estreito de Bering, durante a Era do Gelo. Eles teriam, em seguida, se espalhado por todo o continente, até chegar à América do Sul.
O novo sítio arqueológico texano, chamado "Debra L. Friedkin" e situado a cerca de 60 km ao noroeste de Austin, documenta com um número de indícios sem precedentes uma ocupação humana do continente americano anterior à cultura Clóvis.
O achado coloca em dúvida a teoria atual dos primeiros povos americanos, destacou Michael Waters, diretor do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade do Texas e principal autor do trabalho, publicado na revista americana Science, que estará nas bancas a partir desta sexta-feira (25).
"Essa descoberta nos força a repensar as origens da colonização das Américas", insistiu o pesquisador. "Não há dúvidas de que essas ferramentas e armas foram fabricadas por humanos e que têm cerca de 15.500 anos de idade, o que faz delas os vestígios mais antigos encontrados até hoje na América do Norte", acrescentou.
"Isso é importante para fazer avançar o debate sobre a data de chegada dos primeiros ocupantes das Américas, mas também para nos ajudar a compreender as origens da cultura Clóvis", segundo ele.
Michael Waters destacou durante uma teleconferência que a teoria do povoamento do continente americano pela cultura Clóvis possui várias grandes falhas.
Por exemplo, não existe qualquer traço da "tecnologia" de entalhe de sílex dos Clóvis no nordeste da Ásia, de onde esses colonizadores teriam vindo.
Ainda, as pontas de flechas de sílex descobertas no Alasca e que precediam em mil anos à chegada da tribo Clóvis foram fabricadas de forma diferente.
Enfim, acrescenta esse arqueólogo, seis sítios datando do mesmo período da "cultura Clóvis" descobertos na América do Sul não contêm qualquer traço que possa ser assimilado a essa "cultura".
"Esses fatos levam à conclusão de que os Clóvis não poderiam ser os primeiros americanos e que outros homens já se encontravam na América antes", completou o cientista.
Entre os indícios anteriores, o cientista menciona, principalmente, dois sítios no Wisconsin (norte) datando de 14.200 a 14.800 anos, as cavernas de Paisley no Oregon (14.100 anos) e Monte Verde, no sul da América do Sul (14.500 anos).
"Resumindo, chegou a hora de abandonar de uma vez por todas a teoria da colonização dos Clóvis e elaborar um novo modelo que explique o povoamento das Américas. Nesse sentido, o sítio Debra L. Friedkin deu um grande passo em direção a essa nova compreensão dos primeiros habitantes do novo mundo", insistiu Michael Water.
A datação é feita através de uma técnica por luminescência, calculando-se quando os sedimentos que cobrem os vestígios foram expostos à luz pela última vez.
Em Washington
A descoberta no Texas de um sítio arqueológico contendo milhares de vestígios de 15.500 anos atrás faz recuar em pelo menos 2 mil anos as estimativas de chegada dos primeiros ocupantes à América, além de colocar em dúvida a teoria atual sobre a colonização do continente.
Uma corrente em vigor acredita que as primeiras tribos americanas fariam parte da cultura denominada Clóvis, com traços encontrados em vários pontos, a partir de 1932.
Segundo esta hipótese controversa, os portadores desta cultura, caracterizada por uma técnica muito particular de entalhe de pontas de sílex de dois gumes, teriam vindo da Ásia há cerca de 13.500 anos através do Estreito de Bering, durante a Era do Gelo. Eles teriam, em seguida, se espalhado por todo o continente, até chegar à América do Sul.
O novo sítio arqueológico texano, chamado "Debra L. Friedkin" e situado a cerca de 60 km ao noroeste de Austin, documenta com um número de indícios sem precedentes uma ocupação humana do continente americano anterior à cultura Clóvis.
O achado coloca em dúvida a teoria atual dos primeiros povos americanos, destacou Michael Waters, diretor do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade do Texas e principal autor do trabalho, publicado na revista americana Science, que estará nas bancas a partir desta sexta-feira (25).
"Essa descoberta nos força a repensar as origens da colonização das Américas", insistiu o pesquisador. "Não há dúvidas de que essas ferramentas e armas foram fabricadas por humanos e que têm cerca de 15.500 anos de idade, o que faz delas os vestígios mais antigos encontrados até hoje na América do Norte", acrescentou.
"Isso é importante para fazer avançar o debate sobre a data de chegada dos primeiros ocupantes das Américas, mas também para nos ajudar a compreender as origens da cultura Clóvis", segundo ele.
Michael Waters destacou durante uma teleconferência que a teoria do povoamento do continente americano pela cultura Clóvis possui várias grandes falhas.
Por exemplo, não existe qualquer traço da "tecnologia" de entalhe de sílex dos Clóvis no nordeste da Ásia, de onde esses colonizadores teriam vindo.
Ainda, as pontas de flechas de sílex descobertas no Alasca e que precediam em mil anos à chegada da tribo Clóvis foram fabricadas de forma diferente.
Enfim, acrescenta esse arqueólogo, seis sítios datando do mesmo período da "cultura Clóvis" descobertos na América do Sul não contêm qualquer traço que possa ser assimilado a essa "cultura".
"Esses fatos levam à conclusão de que os Clóvis não poderiam ser os primeiros americanos e que outros homens já se encontravam na América antes", completou o cientista.
Entre os indícios anteriores, o cientista menciona, principalmente, dois sítios no Wisconsin (norte) datando de 14.200 a 14.800 anos, as cavernas de Paisley no Oregon (14.100 anos) e Monte Verde, no sul da América do Sul (14.500 anos).
"Resumindo, chegou a hora de abandonar de uma vez por todas a teoria da colonização dos Clóvis e elaborar um novo modelo que explique o povoamento das Américas. Nesse sentido, o sítio Debra L. Friedkin deu um grande passo em direção a essa nova compreensão dos primeiros habitantes do novo mundo", insistiu Michael Water.
A datação é feita através de uma técnica por luminescência, calculando-se quando os sedimentos que cobrem os vestígios foram expostos à luz pela última vez.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Sopinha de 2.400 anos!
Encontrada na China marmita com sopa preparada há 2.400 anos
PEQUIM, 13 dez 2010 (AFP) -Arqueólogos chineses acreditam ter encontrado uma marmita de bronze com uma sopa preparada há 2.400 anos, informa imprensa oficial do país.
A descoberta foi feita na escavação de uma tumba na região de Xian (norte), antiga capital chinesa e atual província de Shaanxi, segundo o jornal Global Times.
"Esta é a primeira vez na história arqueológica chinesa que encontramos uma sopa que contém ossos", explicou Liu Daiyun, do Instituto de Arqueologia da província de Shaanxi.
"Esta descoberta será particularmente útil para estudar os costumes alimentares dos Reinos Combatentes" (Séculos V-III antes de Cristo), acrescentou.
Durante as obras de ampliação do aeroporto de Xian, cidade célebre pelo exército enterrado de guerreiros de terracota, foram encontradas a tumba e o recipiente - uma pequena marmita trípode - contendo os ossos e um líquido esverdeado.
O líquido deve ser analisado para permitir a descoberta dos ingredientes e confirmar que se tratava de uma sopa.
PEQUIM, 13 dez 2010 (AFP) -Arqueólogos chineses acreditam ter encontrado uma marmita de bronze com uma sopa preparada há 2.400 anos, informa imprensa oficial do país.
A descoberta foi feita na escavação de uma tumba na região de Xian (norte), antiga capital chinesa e atual província de Shaanxi, segundo o jornal Global Times.
"Esta é a primeira vez na história arqueológica chinesa que encontramos uma sopa que contém ossos", explicou Liu Daiyun, do Instituto de Arqueologia da província de Shaanxi.
"Esta descoberta será particularmente útil para estudar os costumes alimentares dos Reinos Combatentes" (Séculos V-III antes de Cristo), acrescentou.
Durante as obras de ampliação do aeroporto de Xian, cidade célebre pelo exército enterrado de guerreiros de terracota, foram encontradas a tumba e o recipiente - uma pequena marmita trípode - contendo os ossos e um líquido esverdeado.
O líquido deve ser analisado para permitir a descoberta dos ingredientes e confirmar que se tratava de uma sopa.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Mudanças climáticas colocam em perigo tesouros arqueológicos
DA FRANCE PRESSE
A desertificação, o degelo, o aumento das chuvas torrenciais e dos furacões como consequência das mudanças climáticas podem destruir diversos tesouros arqueológicos, como templos maias, alertaram especialistas.
Múmias decompostas na Sibéria, pirâmides enterradas na areia no Sudão, templos maias que implodem: as mudanças climáticas podem destruir vários tesouros arqueológicos, mas também revelar novas descobertas, como Oetzi, o "homem do gelo" encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes.
O degelo, por exemplo, ameaça vestígios de kurgans, tumbas da época dos Escitas, na Ásia Central, garantiu Henri-Paul Francfort, que chefia uma missão francesa nesta região para estudar os restos desta civilização nômade nas montanhas de Altai, na Sibéria.
"O permafrost, camada de terra constantemente gelada que os conservou até agora, derrete e ameaça decompor os corpos mumificados, tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, peles, objetos de madeira, vestuário", explicou o especialista.
"Se não nos anteciparmos, logo será muito tarde", alertou o arqueólogo, que confirmou um degelo muito importante no Ártico em 2010.
O aquecimento, entretanto, pode ter o efeito contrário. No Tirol italiano, "é, sem dúvida, a retração de uma geleira que permitiu descobrir um dia o Oetzi, um guerreiro de 5.300 anos atrás. O derretimento das geleiras, especialmente na Noruega, frequentemente traz à tona outros vestígios", justificou.
Outro motivo de inquietação é o aumento do nível dos mares. Segundo os últimos dados dos cientistas, o nível da água subirá um metro até 2100, ameaçando regiões costeiras inteiras.
"A elevação das águas em certas ilhas do Pacífico provocará inevitavelmente a destruição dessas zonas costeiras. Na Tanzânia, a erosão marítima destruiu um muro do forte de Kilma, construído pelos portugueses em 1505", relatou Francfort.
Em Bangladesh, a cidade de Panam-Sonargaon, centro do reino de Bengala do século 15 ao 19 e um dos cem locais ameaçados pela Unesco, é frequentemente inundada pela elevação do nível das águas.
A multiplicação de fenômenos climáticos extremos, "especialmente os ciclones com cargas de água excepcionais que caem em tempo recorde", preocupa também os arqueólogos, segundo Dominique Michelet, especialista francês em arqueologia da América.
Michelet citou os casos de Chan Chan, do antigo reino chimú, e a maior cidade da América pré-colombiana (Peru), castigada pelas inundações provocadas pelo fenômeno El Niño, e o do templo maia de Tabasqueno (México), destruído pelos furacões Opalo e Rozana em 1995, mas restaurado posteriormente.
"Os arqueólogos estabilizaram o templo principal, mas os edifícios encheram de água e implodiram", explicou.
Vincent Charpentier, no Instituto Francês de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP), especialista em zonas costeiras, confirmou esta ameaça.
"No sultanato de Omã, os ciclones Gonu, em 2007, e Phet, no verão passado (do hemisfério norte), enterraram na areia locais de 5.000 a 6.000 anos antes de nossa era", contou.
A areia é um dos piores inimigos dos vestígios antigos, especialmente nos desertos. No Sudão, as dunas que rodeavam a cidade de Meroe, capital do reino de Nubia (do século 3 a.C ao 4 d.C), atacaram as pirâmides e as enterraram.
Michelet jugou "indispensável um trabalho de alerta que deve ir além de um inventário dos locais ameaçados catalogado pela Unesco".
A desertificação, o degelo, o aumento das chuvas torrenciais e dos furacões como consequência das mudanças climáticas podem destruir diversos tesouros arqueológicos, como templos maias, alertaram especialistas.
Múmias decompostas na Sibéria, pirâmides enterradas na areia no Sudão, templos maias que implodem: as mudanças climáticas podem destruir vários tesouros arqueológicos, mas também revelar novas descobertas, como Oetzi, o "homem do gelo" encontrado em 1991 em uma geleira nos Alpes.
O degelo, por exemplo, ameaça vestígios de kurgans, tumbas da época dos Escitas, na Ásia Central, garantiu Henri-Paul Francfort, que chefia uma missão francesa nesta região para estudar os restos desta civilização nômade nas montanhas de Altai, na Sibéria.
"O permafrost, camada de terra constantemente gelada que os conservou até agora, derrete e ameaça decompor os corpos mumificados, tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, peles, objetos de madeira, vestuário", explicou o especialista.
"Se não nos anteciparmos, logo será muito tarde", alertou o arqueólogo, que confirmou um degelo muito importante no Ártico em 2010.
O aquecimento, entretanto, pode ter o efeito contrário. No Tirol italiano, "é, sem dúvida, a retração de uma geleira que permitiu descobrir um dia o Oetzi, um guerreiro de 5.300 anos atrás. O derretimento das geleiras, especialmente na Noruega, frequentemente traz à tona outros vestígios", justificou.
Outro motivo de inquietação é o aumento do nível dos mares. Segundo os últimos dados dos cientistas, o nível da água subirá um metro até 2100, ameaçando regiões costeiras inteiras.
"A elevação das águas em certas ilhas do Pacífico provocará inevitavelmente a destruição dessas zonas costeiras. Na Tanzânia, a erosão marítima destruiu um muro do forte de Kilma, construído pelos portugueses em 1505", relatou Francfort.
Em Bangladesh, a cidade de Panam-Sonargaon, centro do reino de Bengala do século 15 ao 19 e um dos cem locais ameaçados pela Unesco, é frequentemente inundada pela elevação do nível das águas.
A multiplicação de fenômenos climáticos extremos, "especialmente os ciclones com cargas de água excepcionais que caem em tempo recorde", preocupa também os arqueólogos, segundo Dominique Michelet, especialista francês em arqueologia da América.
Michelet citou os casos de Chan Chan, do antigo reino chimú, e a maior cidade da América pré-colombiana (Peru), castigada pelas inundações provocadas pelo fenômeno El Niño, e o do templo maia de Tabasqueno (México), destruído pelos furacões Opalo e Rozana em 1995, mas restaurado posteriormente.
"Os arqueólogos estabilizaram o templo principal, mas os edifícios encheram de água e implodiram", explicou.
Vincent Charpentier, no Instituto Francês de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (INRAP), especialista em zonas costeiras, confirmou esta ameaça.
"No sultanato de Omã, os ciclones Gonu, em 2007, e Phet, no verão passado (do hemisfério norte), enterraram na areia locais de 5.000 a 6.000 anos antes de nossa era", contou.
A areia é um dos piores inimigos dos vestígios antigos, especialmente nos desertos. No Sudão, as dunas que rodeavam a cidade de Meroe, capital do reino de Nubia (do século 3 a.C ao 4 d.C), atacaram as pirâmides e as enterraram.
Michelet jugou "indispensável um trabalho de alerta que deve ir além de um inventário dos locais ameaçados catalogado pela Unesco".
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Novas esfinges são achadas em avenida que unia templos de Luxor e Karnak

Cairo, 15 nov (EFE).- Uma equipe de arqueólogos descobriu 12 novas esfinges, estátuas com corpo de leão e cabeça humana ou de carneiro, na antiga avenida que unia os templos faraônicos de Luxor e Karnak, a 600 quilômetros ao sul do Cairo,
Segundo um comunicado do Conselho Supremo de Antiguidades estas esculturas datam da época do último rei da 30ª dinastia (343-380 a. C.).
A avenida, ladeada por uma dupla fila de esfinges que representavam o deus Amon, tem cerca de 2.700 metros de comprimento e 70 de largura e foi construída por Amenhotep III (1372-1410 a.C.) e restaurada, posteriormente, por Nectanebo I (380-362 a.C.).
Por outro lado, os arqueólogos descobriram também um novo caminho que une a avenida onde foram achadas as estátuas, com o rio Nilo.
A nota explica que, até o momento, só foram desenterrados 20 metros dos 600 que compõem o novo caminho, e que continuam as escavações para descobrir o resto deste trajeto, construído com pedra de arenito, um sinal da importância que tinha em seu tempo, esclarece o comunicado.
O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, explicou que o caminho achado era o que se utilizava para transferir em procissão a imagem do deus Amon em sua viagem anual ao templo de Luxor, para se encontrar com a imagem de sua mulher Mut.
Além disso, esta via era utilizada pelo rei quando participava de cerimônias religiosas, segundo Hawas. EFE
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Os oásis no lado escuro da lua
A Nasa anuncia a descoberta de grandes quantidades de água no satélite e alimenta o sonho de construir sua base lunar
Por Hélio Gomes
(Revista Isto É - Ed. 2138)
Há pouco mais de um ano, um experimento radical da Nasa deixou boa parte da população mundial com a pulga atrás da orelha. Sob o pretexto de buscar evidências da existência de água na Lua, a agência espacial americana lançou um foguete contra uma das crateras localizadas no lado eternamente escuro do satélite. Com o impacto, seis toneladas de detritos foram lançadas no espaço. Noventa segundos depois, uma sonda não tripulada recolheu parte do material para estudo. A expectativa era confirmar que ao menos 1% dele seria água em estado sólido ou gasoso. Para surpresa de muitos, o volume chegou a generosos 5,6%. A descoberta, fruto de mais de 12 meses de análises, foi anunciada na semana passada na capa da revista especializada “Science”, a mais respeitada publicação científica do mundo.
As intenções por trás do experimento nunca foram negadas pela Nasa. Com ele, os americanos queriam descobrir se o abastecimento de água para uma possível estação lunar poderia ser garantido pelas reservas locais. Além da retomada dos voos tripulados à Lua ser um dos objetivos da atual gestão do órgão governamental, uma possível base lunar americana também serviria como uma espécie de “centro de lançamento” para missões mais ambiciosas, como uma viagem tripulada a Marte. “Encontramos um volume significativo de água”, disse Anthony Colaprete, cientista-chefe das pesquisas da Nasa. “E o melhor é que ela estava na forma de cristais de gelo. Você não precisa aquecê-los demais para alcançar o estado líquido e avançar para o processo de filtragem”, complementa o pesquisador.
As descobertas não param por aí. Graças às informações recolhidas por suas sondas, a Nasa chegou à conclusão de que o lado escuro da Lua é repleto de oásis em tamanhos diversos e localizados em crateras como Cabeus, a escolhida para receber o impacto do foguete americano. Em alguns desses lugares, as temperaturas alcançam -244ºC, o que garantiria a preservação do gelo por bilhões de anos. “Batizamos essas áreas recém-descobertas de ‘permafrost lunar’. Elas são muito maiores do que supúnhamos”, afirmou David Paige, mais um pesquisador da Nasa.
Claro que a história rendeu boas teorias de conspiração, já que, além de água, a Nasa achou elementos como cálcio, hidrogênio, monóxido de carbono e mercúrio no solo lunar (leia quadro ao lado). Mas nada mexe mais com o imaginário popular do que a possibilidade de erguermos uma espécie de “puxadinho” em nosso satélite. Pensando nisso, o americano “Wall Street Journal” lançou a seguinte enquete em seu site: “Você apoiaria a construção de uma base humana na Lua?” Mais de cinco mil pessoas responderam à questão. O placar final? Nada menos que 81,3% a favor e 18,7% contra. Pelo visto, candidatos a colonos não serão problema.
Por Hélio Gomes
(Revista Isto É - Ed. 2138)
Há pouco mais de um ano, um experimento radical da Nasa deixou boa parte da população mundial com a pulga atrás da orelha. Sob o pretexto de buscar evidências da existência de água na Lua, a agência espacial americana lançou um foguete contra uma das crateras localizadas no lado eternamente escuro do satélite. Com o impacto, seis toneladas de detritos foram lançadas no espaço. Noventa segundos depois, uma sonda não tripulada recolheu parte do material para estudo. A expectativa era confirmar que ao menos 1% dele seria água em estado sólido ou gasoso. Para surpresa de muitos, o volume chegou a generosos 5,6%. A descoberta, fruto de mais de 12 meses de análises, foi anunciada na semana passada na capa da revista especializada “Science”, a mais respeitada publicação científica do mundo.
As intenções por trás do experimento nunca foram negadas pela Nasa. Com ele, os americanos queriam descobrir se o abastecimento de água para uma possível estação lunar poderia ser garantido pelas reservas locais. Além da retomada dos voos tripulados à Lua ser um dos objetivos da atual gestão do órgão governamental, uma possível base lunar americana também serviria como uma espécie de “centro de lançamento” para missões mais ambiciosas, como uma viagem tripulada a Marte. “Encontramos um volume significativo de água”, disse Anthony Colaprete, cientista-chefe das pesquisas da Nasa. “E o melhor é que ela estava na forma de cristais de gelo. Você não precisa aquecê-los demais para alcançar o estado líquido e avançar para o processo de filtragem”, complementa o pesquisador.
As descobertas não param por aí. Graças às informações recolhidas por suas sondas, a Nasa chegou à conclusão de que o lado escuro da Lua é repleto de oásis em tamanhos diversos e localizados em crateras como Cabeus, a escolhida para receber o impacto do foguete americano. Em alguns desses lugares, as temperaturas alcançam -244ºC, o que garantiria a preservação do gelo por bilhões de anos. “Batizamos essas áreas recém-descobertas de ‘permafrost lunar’. Elas são muito maiores do que supúnhamos”, afirmou David Paige, mais um pesquisador da Nasa.
Claro que a história rendeu boas teorias de conspiração, já que, além de água, a Nasa achou elementos como cálcio, hidrogênio, monóxido de carbono e mercúrio no solo lunar (leia quadro ao lado). Mas nada mexe mais com o imaginário popular do que a possibilidade de erguermos uma espécie de “puxadinho” em nosso satélite. Pensando nisso, o americano “Wall Street Journal” lançou a seguinte enquete em seu site: “Você apoiaria a construção de uma base humana na Lua?” Mais de cinco mil pessoas responderam à questão. O placar final? Nada menos que 81,3% a favor e 18,7% contra. Pelo visto, candidatos a colonos não serão problema.
Quase "Jurassic Park"
Como no filme, cientistas encontraram insetos preservados há mihões de anos em âmbar. E descobriram uma conexão ainda maior entre a Índia e a Ásia
Por André Julião
(Revista Isto É - Ed. 2138))
O achado de insetos com 50 milhões de anos em ótimo estado de conservação está reescrevendo a história da geologia e da biodiversidade da Índia. Os animais são muito mais parecidos com aqueles que se espalham atualmente pelo resto da Ásia do que supunham os cientistas, o que indica que o choque do território com a Eurásia aconteceu mais cedo do que se acreditava. Antes de fazer parte do continente asiático, a Índia era uma ilha. Por 100 milhões de anos ela se moveu, até se chocar com o continente vizinho, formando a cadeia de montanhas do Himalaia. Outra hipótese é de que, antes de se chocarar, os dois territórios fossem ligados por ilhas.
Os animais encontrados estavam conservados em âmbar, a resina fossilizada de árvores. A descoberta lembra o filme “Jurassic Park”, de 1993. Na ficção do diretor Steven Spielberg, mosquitos que picavam os dinossauros foram encontrados nas mesmas condições – o que permitiu a fantasiosa recriação dos lagartos jurássicos. “Onde quer que haja ilhas ou continentes que estiveram isolados por longos períodos, existe endemismo (ocorrência de espécies exclusivas daquele local)”, disse à ISTOÉ Jes Rust, paleontólogo da Universidade de Bonn (Alemanha) e chefe do estudo. “A Austrália, que não teve contato com outras partes do planeta nos últimos 30 milhões de anos, é o exemplo mais conhecido”, explica. Outros casos incluem a ilha de Madagascar, na África, e a América do Sul. Segundo o pesquisador, o novo estudo leva a crer que apenas três milhões de anos sejam suficientes para que espécies de diferentes origens se misturem.

Para chegar a essas conclusões, Rust e outros pesquisadores extraíram cerca de 150 quilos de âmbar de depósitos na Índia ocidental. Eles identificaram elementos químicos que sugerem que a resina foi produzida por uma família de árvores tropicais distribuídas por grande parte do globo. Para alcançar os animais, dissolveram o material, do qual extraíram 700 indivíduos inteiramente preservados de insetos, aracnídeos e crustáceos ancestrais, de pelo menos 55 famílias. Havia ainda restos de plantas e fungos.
Além da Ásia, os animais têm ainda conexões com espécies hoje encontradas na Austrália e com outros espécimes ancestrais achados em pontos distantes da América Central. “Foi uma grande surpresa. Esperávamos encontrar espécies totalmente distintas, já que elas evoluíram isoladamente por muito tempo”, diz o paleontólogo. O parentesco dos insetos indianos com seres que vivem em territórios tão longínquos criou um novo conceito para o termo “parente distante”.
Por André Julião
(Revista Isto É - Ed. 2138))
O achado de insetos com 50 milhões de anos em ótimo estado de conservação está reescrevendo a história da geologia e da biodiversidade da Índia. Os animais são muito mais parecidos com aqueles que se espalham atualmente pelo resto da Ásia do que supunham os cientistas, o que indica que o choque do território com a Eurásia aconteceu mais cedo do que se acreditava. Antes de fazer parte do continente asiático, a Índia era uma ilha. Por 100 milhões de anos ela se moveu, até se chocar com o continente vizinho, formando a cadeia de montanhas do Himalaia. Outra hipótese é de que, antes de se chocarar, os dois territórios fossem ligados por ilhas.
Os animais encontrados estavam conservados em âmbar, a resina fossilizada de árvores. A descoberta lembra o filme “Jurassic Park”, de 1993. Na ficção do diretor Steven Spielberg, mosquitos que picavam os dinossauros foram encontrados nas mesmas condições – o que permitiu a fantasiosa recriação dos lagartos jurássicos. “Onde quer que haja ilhas ou continentes que estiveram isolados por longos períodos, existe endemismo (ocorrência de espécies exclusivas daquele local)”, disse à ISTOÉ Jes Rust, paleontólogo da Universidade de Bonn (Alemanha) e chefe do estudo. “A Austrália, que não teve contato com outras partes do planeta nos últimos 30 milhões de anos, é o exemplo mais conhecido”, explica. Outros casos incluem a ilha de Madagascar, na África, e a América do Sul. Segundo o pesquisador, o novo estudo leva a crer que apenas três milhões de anos sejam suficientes para que espécies de diferentes origens se misturem.

Para chegar a essas conclusões, Rust e outros pesquisadores extraíram cerca de 150 quilos de âmbar de depósitos na Índia ocidental. Eles identificaram elementos químicos que sugerem que a resina foi produzida por uma família de árvores tropicais distribuídas por grande parte do globo. Para alcançar os animais, dissolveram o material, do qual extraíram 700 indivíduos inteiramente preservados de insetos, aracnídeos e crustáceos ancestrais, de pelo menos 55 famílias. Havia ainda restos de plantas e fungos.
Além da Ásia, os animais têm ainda conexões com espécies hoje encontradas na Austrália e com outros espécimes ancestrais achados em pontos distantes da América Central. “Foi uma grande surpresa. Esperávamos encontrar espécies totalmente distintas, já que elas evoluíram isoladamente por muito tempo”, diz o paleontólogo. O parentesco dos insetos indianos com seres que vivem em territórios tão longínquos criou um novo conceito para o termo “parente distante”.
Estátua do faraó Amenhotep III é encontrada em Luxor

Sex, 05 Nov, 09h18
CAIRO (AFP) - Arqueólogos encontraram em Luxor, no sul do Egito, parte de uma estátua de quase 3.400 anos que representa o faraó Amenhotep III, anunciou nesta quinta-feira o ministro egípcio de Antiguidades, Zahi Hawass.
A estátua mostra o faraó sentado ao lado do deus Hórus (Sol), com sua cabeça de falcão. A metade superior da estátua, em granito vermelho, foi descoberta no sítio do templo funerário de Amenhotep III, em Kom Al Hitan, no oeste de Luxor.
"É um dos achados mais lindos feitos no sítio funerário" de Amenhotep III, disse Hawass.
Os arqueólogos já haviam descoberto, no mês passado, outra estátua do faraó Amenhotep III, de 3.000 mil anos, na mesma região.
Amenhotep III, que reinou o Egito entre 1390 e 1352 a.C, seria o avô de Tutankamon, segundo análises de DNA de diversas múmias.
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