sábado, 22 de agosto de 2009

Lajedo do Pai Mateus

Lajedo do Pai Mateus, no estado da Paraíba, é um desses locais privilegiados pelo capricho da natureza. Ao longe, o que se vê é uma enorme base de granito onde grandes pedras redondas dão um aspecto único, como se tivessem sido colocadas ali pela mão do homem. Ou melhor, pela mão do homem e seus guindastes, pois, olhando de perto é que se percebe que são enormes, chegando a pesar até 45 toneladas.


Caprichosa, a natureza exibe suas esculturas de pedra. Na foto, pedra do Capacete
Foto: João Correia Filho


Localizado no município de Cabaceiras, o Lajedo do Pai Mateus faz parte de uma região conhecida como Cariri Paraibano, ou Cariri Velho, que durante muito tempo foi praticamente esquecida.
No entanto, já foi habitada há milhares de anos pelos índios cariris, que emprestaram seu nome ao lugar e deixaram fortes marcas na cultura e no jeito de ser do nordestino.

Formação

Na verdade, essa formação data de mais de 500 milhões de anos, no período pré-cambriano, em um processo que ainda ocorre lentamente. Eduardo Bagnoli, geólogo que há anos explora a região, explica que tudo começa no centro da terra: as rochas que se formam a 70 quilômetros de profundidade são empurradas para a superfície e começam a sofrer um processo de desgaste.

Fissuras naturais e a constante mudança de temperatura que há na região – pois os dias são muito quentes e as noite mais frias - dilata e contrai a rocha abruptamente, e faz com que rachem. Inicialmente são blocos retangulares ou quadrados que vão se desgastando num processo chamado de esfoliação esferoidal, ou seja, vão tomando as formas arredondadas que possuem hoje.

Saca de Lã


A estrutura incomum da Saca de Lã chama a atenção em meio ao sertão
Foto: João Correia Filho

Bem próximo dali, seguindo alguns poucos quilômetros por estradas de terra, está outro monumento natural que lembra as grandes construções erguidas pelo homem - talvez incas, maias...quem sabe egípcios.

A Saca de Lã recebe esse nome por lembrar sacos de algodão empilhados, segundo o imaginário do lugar. São pedras gigantescas, retangulares, que se encaixam perfeitamente e formam uma espécie de pirâmide de mais de 40 metros de altura. É difícil entender como aquilo se formou e como a natureza pôde ser tão audaciosa.

Segundo estudiosos é o mesmo processo das pedras redondas dos outros lajedos da região, como o do Pai Mateus e o do Bravo, mas aí o desgaste ocorreu apenas de forma retangular, devido às fissuras exatas das pedras. Seja qual for a explicação, o lugar impressiona.

Para quem visita a Saca de Lã, também faz parte da aventura a subida até a última pedra, ironicamente redonda. Ribamar de Faria, nosso guia, arrisca a subida e completa o monumento como se fora um grande totem.

Pinturas Rupestres

Eduardo Bagnoli conta que a primeira vez que esteve no Cariri Paraibano ouviu falar de alguns `letreiros` espalhados por toda região. Curioso, seguiu alguns moradores até as pedras mais próximas e descobriu que os `letreiros` eram nada mais nada menos do que belas pinturas rupestres. Começou a pesquisar, chamou amigos e estudiosos e foi percebendo que estava diante de um grande acervo iconográfico da humanidade.

A maioria dessas manifestações data de 10 a 12 mil anos e foram deixadas pelos antigos habitantes dali, os índios cariris. No sítio do Bravo e no Lajedo Manuel de Souza, município de Boa Vista, estão a maioria delas, as mais belas e visíveis da região. Pássaros, figuras humanas e desenhos geométricos são pintados geralmente nas grutas formadas pelas grandes pedras que se formam sobre os lajedos. Provavelmente locais onde permaneciam abrigados da chuva e, talvez, dos inimigos. Há também a possibilidade de serem locais de rituais mais complexos e essas grutas espécies de igrejas, mal comparando.

O método desenvolvido por Eduardo para encontrar `letreiros`, apesar de ser quase uma brincadeira, acaba convencendo: `Basta você olhar para um lugar bonito, ou que lembre uma moradia e procurar com cuidado. Pode ter certeza que vai encontrar pinturas rupestres`. Apesar de simplista, o método ilustra o volume de pinturas da região e quase sempre dá certo.


Lagoas guardam grande número de fósseis
Foto: João Correia Filho

É também no Sítio do Bravo que se formaram pequenas lagoas, extremamente ricas em restos ósseos de grandes mamíferos do período pleistoceno, que começou a se formar a 1 milhão de anos. Em meio aos grandes lajedos, os lagos certamente serviram para saciar a sede dos grandes animais pré-históricos, como o tigre-dente-de-sabre e a preguiça gigante.

Provavelmente o homem aproveitava-se da situação para caçá-los ali mesmo, onde estavam vulneráveis e seus restos permaneciam no local. Alguns objetos encontrados ali, como pedras quebradas em forma de faca, são representativos para entendermos um pouco mais sobre os hábitos dos nossos antepassados. Acredita-se que antes desses instrumentos o homem era mais caçado do que caçador. Com esses objetos, começaram a caçar e a ter reserva de carne, o que deu estabilidade e mais tempo a trabalhar com o intelecto.

Fonte: www.ecoviagem.uol.com.br

Brasileiro que escreveu sobre coronel Fawcett quer processar autor americano

Reprodução


O então major Percy Harrison Fawcett no Peru, em foto de 1911









Por Ivan Finotti
da Folha de S.Paulo

Dois livros com duas visões diferentes sobre a vida e a morte de Percy Fawcett têm jogado luz sobre a trajetória desse fascinante coronel britânico que desapareceu em 1925, na região do Xingu, enquanto procurava vestígios de uma civilização extinta.

Fawcett é lembrado como maior inspiração para o personagem Indiana Jones.

O problema é que um desses dois autores --o brasileiro Hermes Leal-- não considera a visão do outro autor --o norte-americano David Grann-- tão diferente assim da sua.

Na verdade, acusa Grann de copiar seu livro e ameaça levá-lo à Justiça. "É sacanagem vir um cara aqui e copiar o trabalho da gente", afirma Leal, que pesquisou a história durante cinco anos.

O norte-americano nega o plágio. "Essas acusações são claramente falsas e absurdas. Meu livro é baseado em anos de minha própria pesquisa e em minha própria viagem à Amazônia em 2005", afirmou Grann, em e-mail à Folha.

Hermes Leal, 49, lançou seu "O Enigma do Coronel Fawcett: O Verdadeiro Indiana Jones" em 1996, pela Geração Editorial, teve três reimpressões no país e uma edição publicada no Japão em 1999.



O norte-americano David Grann, 42, lançou em fevereiro "The Lost City of Z - A Tale of Deadly Obsession in the Amazon" (a cidade perdida de Z - uma história de obsessão mortal na Amazônia).

O livro está em sexto lugar entre os mais vendidos na lista do jornal "The New York Times" e foi comprado para virar filme por Brad Pitt. A Companhia das Letras vai lançá-lo no Brasil em setembro, com a possível presença do autor.

Antes do livro, Grann havia escrito uma reportagem sobre Fawcett para a revista "New Yorker", em 2005, ocasião em que visitou o Brasil e entrevistou pessoas, inclusive Leal. "Ele me entrevistou uma tarde em São Paulo. Depois, por e-mail, começou a pedir telefones dos meus entrevistados. Achei que não era justo e não passei os contatos", conta Leal.

Grann diz que sua pesquisa se baseia extensamente em material histórico, além de fontes inéditas. "Entrevistei muita gente, incluindo descendentes de Fawcett, arqueólogos e pessoas que conheci na minha viagem ao Brasil." O norte-americano cita o livro de Hermes Leal entre as mais de 200 fontes de sua bibliografia.

"Não sei se vou conseguir provar algo, mas não existe memória viva dessa história. Não há como Grann saber detalhes que escreveu, a não ser que tenha copiado", diz Leal, que chegou a ser aprisionado pelos índios que teriam matado Fawcett em sua expedição de 1996.

Para tanto, Leal contratou uma firma de advogados especializados em direitos autorais.

"Vamos traduzir o livro antes de tomar uma decisão de entrar ou não na Justiça. Mas as fontes de pesquisa não pertencem a um ou a outro. É preciso ver se há trechos coincidentes, e isso é subjetivo", diz Leo Wojdyslawski, seu advogado.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Muito além de Atlântida

Arqueólogos já não perdem tempo com a lenda do continente perdido. Estão bem mais interessados em ruínas de cidades que hoje estão debaixo d’água, naufrágios históricos e cavernas alagadas.

Por: Super Interessante - Texto: Mariana Sgarioni

Por mais que seu “escritório” seja uma imensidão azul, os arqueólogos subaquáticos passam boa parte do tempo em situações extremamente claustrofóbicas. Quando não estão se esgueirando nos destroços de um naufrágio, estão mergulhando numa caverna ou ficam horas literalmente enlatados em algum tipo de veículo submersível. Parecem coisas de aventureiro, não é verdade? Mas são “apenas” pesquisas científicas. Esse arqueólogo trabalha como qualquer outro, usando os mesmos conceitos e procedimentos adotados fora d’água. Com uma diferença: é preciso saber mergulhar.

Graças a essa fachada aventureira, arqueólogos subaquáticos freqüentemente são confundidos com caçadores de tesouros, piratas modernos que ganham a vida encontrando galeões naufragados e vendendo tudo que conseguem retirar deles. Para sorte do patrimônio histórico da humanidade, no entanto, o trabalho desses profissionais da arqueologia é outro: entender e preservar os incríveis sítios submersos que foram localizados nas últimas 5 ou 6 décadas. Eles já não se preocupam com a busca pelo mítico continente de Atlântida nem se dedicam apenas à exploração de naufrágios. Na verdade, quase sempre dão apoio às pesquisas levadas a cabo pelos colegas em terra firme. Exemplo: o carregamento de ânforas de um naufrágio fenício, ao ser descoberto no Mediterrâneo, pode ajudá-los a descobrir rotas comerciais da Antiguidade sobre as quais não se tinha notícia. Os dois ramos da ciência trabalham juntos – um no seco, o outro dentro d’água.

DE COUSTEAU AO TITANIC

Se por um lado o ambiente subaquático oferece riscos e impõe uma série de limites, por outro ele costuma ser garantia de descobertas espetaculares. A ausência do ar, temperaturas mais baixas e pouca ou nenhuma luz natural são fatores que colaboram para a preservação de muitos artefatos. Em compensação, é preciso ter extremo cuidado na hora de retirá-los da água. Submersos há dezenas, centenas ou milhares de anos, alguns deles podem simplesmente se desintegrar ao ser removidos. A coleta pode ser feita pelos próprios arqueólogos, manualmente, ou com a ajuda de equipamentos de última geração, como computadores de visualização e robôs comandados a distância.

Quem deu o pontapé inicial no desenvolvimento de equipamentos para a arqueologia subaquática foi o oceanógrafo francês Jacques Cousteau, em 1943, quando desenvolveu, com o engenheiro Emile Gagnan, a aparelhagem de respiração a partir do ar comprimido contido num cilindro. O Aqua-Lung (pulmão aquático), como foi batizado, permitiu aos arqueólogos investigar bem de perto o que antes eles só podiam imaginar. Desde então, cientistas vêm desenvolvendo as mais variadas técnicas para descer cada vez mais fundo. Hoje, há equipamentos que permitem investigações arqueológicas a mais de 6 mil metros de profundidade, como os desenvolvidos pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA. O Departamento de Pesquisas de Arqueologia em Águas Profundas daquela instituição especializou-se em inventar sensores, câmeras e robôs que levam a ciência a lugares onde a pressão é mortal e o homem jamais chegaria.

Um dos achados arqueológicos mais importantes dos últimos tempos foi feito justamente com a ajuda de um desses aparelhos. No mar Negro, fotos e vídeos trouxeram à tona vestígios de presença humana há mais de 7 mil anos. Quem estava à frente da expedição era o oceanógrafo americano Robert Ballard, que, em 1985, tornou-se mundialmente conhecido por encontrar o naufrágio Titanic no Atlântico Norte. Para ele, a grande descoberta, quando acontece, tem o efeito de um nocaute. “É como levar dois socos em seguida, algo meio esquizofrênico”, diz o explorador. “No caso do Titanic, esse segundo soco veio no momento em que vi todos aqueles sapatos espalhados pelo interior do navio. Os corpos se vão, mas os sapatos continuam inteiros. Até em naufrágios romanos ainda é possível ver sandálias. São imagens emocionantes.”

domingo, 9 de agosto de 2009

Ovni em Sousa - PB



No mês de janeiro de 2008, o mototaxista Edson Vieira da Silva residente na Rua Júlio Ferreira, Estação, afirma ter visto um objeto não identificado que ele acredita ser um “disco voador” que estava sobrevoando o céu da cidade de Sousa.

Conforme o mototaxista, o mesmo estava dormindo e acordou por volta das 01h15 de ontem (11) para tomar água e se deslocou até o muro da residência, quando foi surpreendido por uma luz forte e incandescente que se movimentava muito rápido no ceu, imediatamente o mototaxista retornou ao interior da casa e pegou um celular e conseguiu filmar o objeto ainda por dez segundos e em seguida sumiu. Esta não é a primeira vez que populares observam luzes de objetos não identificados no céu da cidade de Sousa.

Veja o vídeo: http://www.sertaoinformado.com.br/sv.html

Fonte: Sertão Informado

Sousa - PB - Vale dos Dinossauros


Marca foi encontrada em fazenda no interior da Paraíba (Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Santa Helena)


Descoberta foi em cidade ao lado do conhecido Vale dos Dinossauros. Geólogo da UFRJ diz que 395 dinossauros foram classificados no local.

Supostas pegadas fossilizadas de dinossauro foram encontradas em uma fazenda no distrito de Melancias, na cidade de Santa Helena (PB), durante o trabalho de pesquisa da Petrobras para saber se há petróleo na região, no fim de fevereiro.

O município fica na Bacia do Rio do Peixe, região conhecida pelos inúmeros registros de pegadas de dinossauros que viveram no local há cerca de 140 milhões de anos.

Segundo a prefeita de Santa Helena, Maria do Socorro Felix Rolim, há um mês a cidade passa por uma avaliação de técnicos da empresa Geophysical do Brasil Ltda. para confirmar a existência de petróleo na região entre as cidades de Triunfo (PB) e São João do Rio do Peixe (PB).

Paleontólogos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estiveram no local nesta quarta-feira e analisam as imagens para confirmar ou não que se tratam de pegadas de dinossauro.

"A descoberta das pegadas de dinossauros foi feita em um dos 300 leitos analisados pela empresa contratada pela Petrobras", disse Maria do Socorro.


Ela esteve no local logo após o encontro das duas marcas no solo e confirma a semelhança das pegadas com outras já analisadas e confirmadas por palenteólogos nas cidades vizinhas como Sousa (PB).


"A área tem cerca de 30 m² e o trabalho dos pesquisadores foi interrompido para não afetar uma possível área de importância arqueológica e que pode servir para estudos de geologia e palenteologia", disse a prefeita.

O proprietário da fazenda, o empresário Rony Dantas, disse ao G1 que o local está interditado. "Não estive lá após o encontro das possíveis pegadas, pois a área está fechada para visitação". A Petrobras foi procurada pelo G1 para comentar o caso, mas ainda não se pronunciou.

O geólogo Ismar de Souza Carvalho, da Unidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu vários estudos com o geológo italiano e especialista em dinossauros Giuseppe Leonardi na área onde está a cidade de Santa Helena.


Ele confirma que se trata de uma região com grandes possibilidades de ter mais pegadas de dinossauros. Por isso o local também é conhecido como Vale dos Dinossauros.

"As pegadas fossilizadas são comuns em toda a Bacia do Rio do Peixe. As principais cidades com registros semelhantes são Souza, Uiraúna (Brejo das Freiras), Pombal e São João do Rio do Peixe".

Segundo Carvalho, as pegadas encontradas por lá têm idade de 140 milhões de anos. "As rochas e as marcas já pesquisadas datam da idade cretácea e se relacionam com movimentos de falhas geológicas durante a abertura do Oceano Atlântico. Já foram classificados um número superior a 395 indivíduos dinossaurianos na região".




Fonte: G1

O Barco Romano

O Barco Romano do Mar da Galiléia

Em janeiro, 1986, Moshe e o seu irmão Yuval contemplavam o Mar de Galiléia ao caminharem ao longo da praia, ao sul do kibutz onde viviam - Guinossar, situado na margem ocidental do lago e notaram uma sombra estranha amoldada no chão do lago.
O Mar estava perigosamente baixo,após vários anos de seca, esta era a primeira vez que os irmãos - ambos, modernos pescadores diários - puderam ver o fundo do mar, tão claramente.
O que Moshe e Yuval viram era um esboço de arte afundado, perceberam os contornos de um barco na lama. Especialistas chamados para examinar a descoberta (cujo significado arqueológico só seria bem aceito na década seguinte)concluíram tratar-se dos remanescentes de um barco antigo. Decidiu-se, então, escavar o local imediatamente, antes que o nível da água subisse.

Foi necessário o uso de técnicas modernas e sofisticadas para erguer e transportar o barco. Em primeiro lugar, foi construído um maciço dique em volta do local, a fim de impedir que o lago o inundasse, ao mesmo tempo que usavam-se bombas para afastar as águas subterrâneas. Era preciso manter a madeira molhada enquanto a lama era removida do casco, que foi então reforçado com fiberglass e preenchido com poliuretano. Foram cavados túneis sob o barco e seus lados foram reforçados. Quando os remanescentes extremamente frágeis do barco estavam seguramente empacotados, bombearam água para dentro da enorme cova que fora criada durante a escavação, e o barco foi empurrado flutuando até a praia. Ele foi colocado num tanque de conservação especialmente construído no Museu Ygal Allon do kibutz Guinossar, onde o invólucro de poliuretano foi removido, sendo o barco novamente submerso em água. Num processo que levou vários anos, a madeira foi revestida de cera sintética, a fim de lhe dar força estrutural suficiente para ser exposta fora do tanque.

Quando o barco foi encontrado estava perpendicular à praia, com a popa voltada para o lago; apenas a parte inferior da popa arredondada foi preservada. O barco tem 8,2 m de comprimento, 2,3 m de largura e 1,2 m de profundidade. Foi construído segundo o conhecido modelo de "casca primeiro", com malhete e junta de espiga, encaixes de pranchas de cedro e molduras de carvalho. Boa parte da madeira já fora usada, tendo sido removida de barcos mais velhos e obsoletos. Outros fragmentos de madeira foram descobertos nas proximidades, o que prova que o local onde o barco foi encontrado era um estaleiro. A embarcação tinha tamanho suficiente para transportar 15 passageiros, inclusive uma tripulação de cinco pessoas. Embora tenha sido aparentemente usado para a pesca, talvez tenha servido também para o transporte de gente e mercadorias.
Pelas técnicas de construção e os dois vasos de cerâmica encontrados nas proximidades, os arqueólogos consideram que o barco era do período romano. Testes de carbono-14 confirmaram que o barco foi construído entre 100 a.E.C. e 70 E.C..

As poucas informações que possuímos a respeito de barcos no Mar da Galiléia durante a época dos romanos são provenientes de fontes escritas, como Flávio Josefo e o Novo Testamento, ou de pisos de mosaico com desenhos de barcos. A descoberta deste barco milenar do Mar da Galiléia despertou, por isso, atenção mundial.

Hoje, o barco pode ser visto em um museu especialmente construído no Kibbutz Ginossar, no Mar de Galiléia.

Fonte:www.mfa.gov.il

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um índio que recebeu a comenda de Cavaleiro da Ordem de Cristo



Filipe Camarão: Nasceu na região que é hoje o Rio Grande do Norte. Índio batizado e casado com Clara Camarão, que, conforme o costume indígena, acompanhava o marido nos combates. Por suas lutas contra os holandeses, o rei Filipe III de Portugal e Espanha, concedeu a Filipe Camarão brasão de armas, com soldo e patente de capitão-mor dos índios e uma pensão de 40.000 réis. Em 1635 recebeu o tratamento de Dom e a comenda de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Com seus índios, Camarão combateu em Porto Calvo, Goiana, Terra Nova, Camandaiatuba, Baia de Todos os Santos, Casa Forte, rio Guaju e Aguiar. Seu último combate foi na primeira batalha dos Guararapes, em 1648, quando adoeceu e se recolheu ao Engenho Novo de Goiana, vindo a falecer, sendo sepultado na igreja do Arraial.

*Foto tirada por Pablo Vilarrubia na exposição realizada no Forte dos Reis Magos -RN em 2008.