Cientistas que vasculhavam a área ao redor de Stonehenge informaram hoje que descobriram uma outra estrutura circular, apenas a algumas centenas de metros do famoso monumento localizado na Inglaterra. Existe algum debate sobre o que foi exatamente encontrado.
A equipe que descobriu a estrutura disse que ela poderia ser formada por postes de madeira, em uma versão circular com material diferente do monumento em pedra. Mas Tim Darvill, professor de arqueologia na Universidade Bournemouth, no sul da Inglaterra, demonstrou ceticismo, ao dizer acreditar que o sítio arqueológico parece mais uma tumba pré-histórica.
Segundo Darvill, o círculo é uma das descobertas feitas ao redor de Stonehenge que "realmente mostram o quanto ainda existe para descobrir e como o sítio arqueológico é grande". "Na sua época, Stonehenge estava no centro de um grande centro cerimonial na Europa", disse o pesquisador. Acredita-se que o monumento de pedra de Stonehenge tenha sido completado há cerca de 3,5 mil anos, embora existam vestígios de que o local era usado há 5 mil anos.
O arqueólogo da Universidade de Birmingham, Henry Chapman, disse estar convencido de que os postes eram fixados em pequenos buracos, e que estes "possivelmente tinham três ou mais metros" de altura, circulando o monumento de pedra de Stonehenge, a uma distância de apenas 900 metros. Chapman diz que o possível monumento gêmeo de Stonehenge deveria ter um uso religioso correspondente ao monumento central de pedra.
Fonte: Yahoo
quinta-feira, 22 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Descoberta inscrição de 3.400 anos
JERUSALÉM (AFP) - A mais antiga inscrição encontrada até hoje em Jerusalém, um fragmento de uma tabuleta de argila de 3.400 anos de idade, foi descoberta recentemente na Cidade Santa, informaram nesta segunda-feira os arqueólogos que fizeram a descoberta.
O fragmento, de apenas 2 cm por 2,8 cm, possui uma inscrição em acádio cuneiforme, o idioma diplomático da época, e é um testemunho da importância que a cidade já tinha na Idade do Bronze, afirmam os arqueólogos.
A tabuleta foi encontrada na parte oriental da cidade, anexada por Israel depois da guerra de 1967, ao sul da esplanada das Mesquitas.
O texto do fragmento é muito pequeno para poder ser decifrado, pois, segundo o assiriólogo Wayne Horowitz, da Universidade hebraica de Jerusalém, encarregado de sua análise, a excelente qualidade da escritura demonstra que "é obra de um escriba altamente qualificado, a serviço do rei de Jerusalém".
Os cientistas aventam a hipótese de que se trata de uma correspondência entre esse rei cananeu e o faraó Akenaton.
Tabuinhas do mesmo tipo e da mesma época foram encontradas no final do século XIX no Egipto. Nas que puderam ser decifradas, havia pedidos de ajuda enviados ao faraó por seus vassalos na Palestina.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Turismo arqueológico
Turismo arqueológico
Cultura e aventura estão na bagagem dos viajantes que querem ter a experiência de participar de escavações em sítios bíblicos.
Patrícia Diguê - Revista Isto É
A rotina não se compara às cenas perigosas vividas no cinema por Indiana Jones, que se depara com caveiras, enfrenta cobras e luta contra conspiradores. Tampouco os objetos buscados se igualam à arca perdida que contém os dez mandamentos de Moisés ou ao mítico Santo Graal. Mas é possível sentir o gostinho da aventura de entrar em sítios arqueológicos bíblicos de verdade e ser arqueólogo por alguns dias, participando de escavações como um turista. A alta temporada para os “arqueoturistas” começa agora, no verão no Hemisfério Norte, e os locais de visitação se concentram basicamente no Oriente Médio. Localidades onde Jesus protagonizou milagres, onde nasceram os apóstolos e onde Davi venceu Golias fazem parte dos roteiros.
Não é necessário ser profissional ou estudante de áreas como arqueologia, antropologia ou história. Qualquer pessoa a partir de 16 anos pode integrar grupos de escavação. O trabalho é duro e consiste basicamente em cavar, carregar cestos de terra e cacos e limpar as peças encontradas, bem como assistir a palestras a respeito do tema estudado. Mas é recompensador para quem quer conhecer a história além dos livros. “Estar na escavação me fez experimentar uma cultura de milhares de anos atrás como se hoje ela ainda estivesse viva”, diz o americano Christopher Davidson, 32 anos, estudante de direito e soldado. Ele é morador de Boston, nos Estados Unidos, e esteve em Tel Dor, em Israel, um importante sítio na costa do Mar Mediterrâneo, entre Tel-Aviv e Haifa.
O Brasil não tem agências especializadas em turismo arqueológico bíblico. Mas é possível comprar pacotes no Exterior. A maior entidade deste ramo no mundo é a americana Biblical Archaeology Society (Sociedade de Arqueologia Bíblica), que lança programas anualmente – ela se refere aos turistas como voluntários. Este ano, são cerca de 30 opções, entre Israel e Jordânia. Mas também há sítios na Bulgária, na Itália e na Espanha. As inscrições na Sociedade custam cerca de US$ 50 e o preço das viagens varia entre US$ 250 e US$ 3.500, dependendo do local, do tempo de permanência e do que está incluído. As universidades responsáveis pelo trabalho in loco acompanham os “arqueoturistas”. Cada sítio chega a abrigar 200 voluntários numa temporada. O Archaeological Institute of America (Instituto Arqueológico da América) também promove viagens às regiões de escavação, mas, nos programas, os turistas não colocam a mão na massa e apenas visitam os sítios. O diferencial desses roteiros em relação aos pacotes turísticos regulares é o interesse arqueológico do grupo e o acompanhamento de profissionais da área durante toda a viagem.
O arqueólogo brasileiro Jorge Fabbro, especialista na Síria e na Palestina, fez três viagens para Israel como “arqueoturista”. “É uma aventura deliciosa”, diz ele. Na primeira vez, em 2005, esteve em Tel Dor, na costa mediterrânea; em 2006, em Mejiddo, um vale ao norte de Tel-Aviv; e em 2008, em Jerusalém. Ele lembra da emoção de ter encontrado um fragmento de uma banheira assíria de pedra em Tel Dor, uma evidência do domínio assírio na Palestina no século VIII a.C. “O prazer de trazer à luz um objeto que esteve enterrado por quase três milênios é indescritível”, conta ele. Fabbro diz que as viagens propiciaram a ele a oportunidade de trocar experiências, de conhecer pessoas de vários lugares do mundo e de se aprimorar no seu ofício. “O contato com o solo, o ar, a temperatura, os odores, as cores, os cenários onde ocorreram os fatos são fundamentais para entendê-los”, acredita o arqueólogo.
Os “arqueoturistas” são considerados peças relevantes para a sustentabilidade dos programas. Não só pelo suporte financeiro às escavações, mas também porque ajudam a ampliar a consciência sobre a importância das heranças arqueológicas. É uma forma de preservar os sítios, uma vez que as visitas acabam incentivando a criação de leis de proteção e o combate aos saques. A história sai ganhando.
Cultura e aventura estão na bagagem dos viajantes que querem ter a experiência de participar de escavações em sítios bíblicos.
Patrícia Diguê - Revista Isto É
A rotina não se compara às cenas perigosas vividas no cinema por Indiana Jones, que se depara com caveiras, enfrenta cobras e luta contra conspiradores. Tampouco os objetos buscados se igualam à arca perdida que contém os dez mandamentos de Moisés ou ao mítico Santo Graal. Mas é possível sentir o gostinho da aventura de entrar em sítios arqueológicos bíblicos de verdade e ser arqueólogo por alguns dias, participando de escavações como um turista. A alta temporada para os “arqueoturistas” começa agora, no verão no Hemisfério Norte, e os locais de visitação se concentram basicamente no Oriente Médio. Localidades onde Jesus protagonizou milagres, onde nasceram os apóstolos e onde Davi venceu Golias fazem parte dos roteiros.
Não é necessário ser profissional ou estudante de áreas como arqueologia, antropologia ou história. Qualquer pessoa a partir de 16 anos pode integrar grupos de escavação. O trabalho é duro e consiste basicamente em cavar, carregar cestos de terra e cacos e limpar as peças encontradas, bem como assistir a palestras a respeito do tema estudado. Mas é recompensador para quem quer conhecer a história além dos livros. “Estar na escavação me fez experimentar uma cultura de milhares de anos atrás como se hoje ela ainda estivesse viva”, diz o americano Christopher Davidson, 32 anos, estudante de direito e soldado. Ele é morador de Boston, nos Estados Unidos, e esteve em Tel Dor, em Israel, um importante sítio na costa do Mar Mediterrâneo, entre Tel-Aviv e Haifa.
O Brasil não tem agências especializadas em turismo arqueológico bíblico. Mas é possível comprar pacotes no Exterior. A maior entidade deste ramo no mundo é a americana Biblical Archaeology Society (Sociedade de Arqueologia Bíblica), que lança programas anualmente – ela se refere aos turistas como voluntários. Este ano, são cerca de 30 opções, entre Israel e Jordânia. Mas também há sítios na Bulgária, na Itália e na Espanha. As inscrições na Sociedade custam cerca de US$ 50 e o preço das viagens varia entre US$ 250 e US$ 3.500, dependendo do local, do tempo de permanência e do que está incluído. As universidades responsáveis pelo trabalho in loco acompanham os “arqueoturistas”. Cada sítio chega a abrigar 200 voluntários numa temporada. O Archaeological Institute of America (Instituto Arqueológico da América) também promove viagens às regiões de escavação, mas, nos programas, os turistas não colocam a mão na massa e apenas visitam os sítios. O diferencial desses roteiros em relação aos pacotes turísticos regulares é o interesse arqueológico do grupo e o acompanhamento de profissionais da área durante toda a viagem.
O arqueólogo brasileiro Jorge Fabbro, especialista na Síria e na Palestina, fez três viagens para Israel como “arqueoturista”. “É uma aventura deliciosa”, diz ele. Na primeira vez, em 2005, esteve em Tel Dor, na costa mediterrânea; em 2006, em Mejiddo, um vale ao norte de Tel-Aviv; e em 2008, em Jerusalém. Ele lembra da emoção de ter encontrado um fragmento de uma banheira assíria de pedra em Tel Dor, uma evidência do domínio assírio na Palestina no século VIII a.C. “O prazer de trazer à luz um objeto que esteve enterrado por quase três milênios é indescritível”, conta ele. Fabbro diz que as viagens propiciaram a ele a oportunidade de trocar experiências, de conhecer pessoas de vários lugares do mundo e de se aprimorar no seu ofício. “O contato com o solo, o ar, a temperatura, os odores, as cores, os cenários onde ocorreram os fatos são fundamentais para entendê-los”, acredita o arqueólogo.
Os “arqueoturistas” são considerados peças relevantes para a sustentabilidade dos programas. Não só pelo suporte financeiro às escavações, mas também porque ajudam a ampliar a consciência sobre a importância das heranças arqueológicas. É uma forma de preservar os sítios, uma vez que as visitas acabam incentivando a criação de leis de proteção e o combate aos saques. A história sai ganhando.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Professores descobrem fóssil do maior predador já conhecido no RS
Fonte: UOL
O fóssil do predador gigante foi encontrado no município de Dona Francisca (RS);
Pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) encontraram um fóssil quase completo de um predador gigante de aproximadamente 238 milhões de anos. A descoberta ocorreu em um terreno no município de Dona Francisca, na região central do Estado do Rio Grande do Sul há cerca de trinta dias e foi apresentada nesta segunda-feira (10) pelo paleontólogo Sérgio Cabreira e pelo biólogo Lúcio Roberto da Silva.
O fóssil quase completo do tecodonte Prestosuchus chiniquensis, de aproximadamente sete metros de comprimento e 900 quilos de peso, representa um dos mais importantes achados deste grupo de répteis, que é considerado um grupo ancestral dos dinossauros e aves. “Este é o maior esqueleto e em melhor estado de conservação já encontrado”, afirma Cabreira.
“Esse achado tem enorme importância, com repercussão internacional, porque o conjunto completo pode nos dar informações amplas sobre este animal. Há diversos achados espalhados que se julga serem partes de prestosuchus. Agora, com todos os ossos, podemos certificar que realmente são desse tecodonte”, afirma o paleontólogo.
Os pesquisadores integram um projeto em associação com o Museu de Ciências Naturais da Universidade, que tem como objetivo a constituição de um amplo acervo fossilífero e também a implementação de atividades de museologia.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Mais planetas...
Telescópio Kepler descobre cinco novos planetas fora do Sistema Solar
Do UOL Ciência e Saúde
Lançado em março de 2009 para rastrear planetas parecidos com a Terra fora do Sistema Solar, o telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana), fez suas primeiras descobertas. O equipamento identificou cinco novos exoplanetas, batizados de Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (4) em evento da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.
Chamados de "Júpiters quentes" por causa de sua massas e altas temperaturas, os recém-descobertos planetas têm entre 2.200 e 3.000 graus Fahrenheit. Segundo cientistas, o calor torna improvável a existência de alguma forma de vida neles. Os cinco exoplanetas giram em órbita de estrelas maiores e mais quentes que o nosso Sol.
Do UOL Ciência e Saúde
Lançado em março de 2009 para rastrear planetas parecidos com a Terra fora do Sistema Solar, o telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana), fez suas primeiras descobertas. O equipamento identificou cinco novos exoplanetas, batizados de Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (4) em evento da Sociedade Astronômica Americana, em Washington.
Chamados de "Júpiters quentes" por causa de sua massas e altas temperaturas, os recém-descobertos planetas têm entre 2.200 e 3.000 graus Fahrenheit. Segundo cientistas, o calor torna improvável a existência de alguma forma de vida neles. Os cinco exoplanetas giram em órbita de estrelas maiores e mais quentes que o nosso Sol.
domingo, 3 de janeiro de 2010
A descoberta dos primeiros europeus
Há 7 000 anos, muito antes que gregos e romanos erguessem suas civilizações, povos que ocuparam o vale do Rio Danúbio alcançaram um notável desenvolvimento na organização social, na agricultura e no comércio
Laura Ming (Revista Veja)
Uma série de explorações arqueo-lógicas feitas no vale do Rio Danúbio, território hoje dividido entre a Romênia, a Bulgária e a Moldávia, trouxe à tona novidades surpreendentes sobre os povos da Antiguidade. Entre 5500 a.C. e 3500 a.C., aquele pedaço da Europa foi ocupado por populações com um estágio de desenvolvimento notável para o seu tempo. Elas eram organizadas socialmente, praticavam a agricultura e viviam em cidades que chegaram a ter 2 000 moradias, incluindo prédios de dois andares. Sabiam fundir e moldar o cobre – um grande avanço tecnológico para a época – e o ouro e mantinham relações comerciais entre si. Tudo isso milênios antes que os gregos e os romanos erigissem suas civilizações ou até mesmo que os egípcios construíssem suas pirâmides. Como não dominavam a escrita, não deixaram registros que nos informem como chamavam a si próprios. Os historiadores se referem a eles como os povos da Europa antiga e, para identificá-los, usam o nome atual das regiões que habitaram, como Hamangia, Cucuteni e Varna. Uma coleção de 250 objetos e obras de arte dos povos da Europa antiga pode ser vista até o fim de abril no Instituto para Estudos do Mundo Antigo da Universidade Nova York. Pela primeira vez, a maioria das peças deixa os museus dos países nos quais foram encontradas.
Há um século já se sabe da existência dos povos da Europa antiga, mas apenas na década de 70 foram estudados os sítios arqueológicos que permitiram reconstituir sua história. As descobertas dos artefatos, no entanto, permaneceram ocultas pela Cortina de Ferro comunista até o início da década de 90. Mesmo após a queda do Muro de Berlim, os arqueólogos dos grandes centros mundiais de pesquisa tiveram dificuldade em investigar o assunto porque os estudos só haviam sido publicados em romeno, búlgaro e moldávio. "São línguas que poucas pessoas falam na Europa Ocidental. Esperamos que a exposição faça com que mais cientistas se interessem por esses povos e realizem pesquisas sobre eles", disse a VEJA a arqueóloga americana Jennifer Chi, curadora da mostra.
Ainda há muito a descobrir a respeito dos povos da Europa antiga. Sabe-se que migraram de regiões onde hoje estão a Grécia e a Macedônia e que cultivavam trigo e cevada, além de criar gado bovino e ovelhas. Os grupos eram independentes e, provavelmente, falavam várias línguas. Mas mantinham um comércio ativo uns com os outros. Peças feitas de um tipo de concha Spondylus, que existe apenas no Mar Egeu, foram encontradas na Polônia e são o registro arqueológico mais antigo de comércio a longa distância. Acredita-se que, na época, pulseiras e colares feitos com essas conchas fossem tão valiosos quanto os confeccionados com ouro e simbolizassem alto status social.
A peça que mais causa sensação nos visitantes é a estatueta batizada de O Pensador, pela semelhança com a escultura homônima do francês Auguste Rodin (1840-1917). Entre os povos da Europa antiga, imagens masculinas eram raridade. Já as representações de mulheres são comuns. Os corpos estilizados eram vistos como símbolos femininos divinos que trariam fertilidade para os homens e para as terras. Como uma sociedade tão evoluída desapareceu do mapa permanece um mistério. Os historiadores apostam numa invasão de suas terras por guerreiros nômades vindos do norte e também em mudanças no clima da região que teriam inviabilizado a agricultura. Os estudos sobre as mais antigas civilizações da Europa, concordam os cientistas, estão apenas no início.
Laura Ming (Revista Veja)
Uma série de explorações arqueo-lógicas feitas no vale do Rio Danúbio, território hoje dividido entre a Romênia, a Bulgária e a Moldávia, trouxe à tona novidades surpreendentes sobre os povos da Antiguidade. Entre 5500 a.C. e 3500 a.C., aquele pedaço da Europa foi ocupado por populações com um estágio de desenvolvimento notável para o seu tempo. Elas eram organizadas socialmente, praticavam a agricultura e viviam em cidades que chegaram a ter 2 000 moradias, incluindo prédios de dois andares. Sabiam fundir e moldar o cobre – um grande avanço tecnológico para a época – e o ouro e mantinham relações comerciais entre si. Tudo isso milênios antes que os gregos e os romanos erigissem suas civilizações ou até mesmo que os egípcios construíssem suas pirâmides. Como não dominavam a escrita, não deixaram registros que nos informem como chamavam a si próprios. Os historiadores se referem a eles como os povos da Europa antiga e, para identificá-los, usam o nome atual das regiões que habitaram, como Hamangia, Cucuteni e Varna. Uma coleção de 250 objetos e obras de arte dos povos da Europa antiga pode ser vista até o fim de abril no Instituto para Estudos do Mundo Antigo da Universidade Nova York. Pela primeira vez, a maioria das peças deixa os museus dos países nos quais foram encontradas.
Há um século já se sabe da existência dos povos da Europa antiga, mas apenas na década de 70 foram estudados os sítios arqueológicos que permitiram reconstituir sua história. As descobertas dos artefatos, no entanto, permaneceram ocultas pela Cortina de Ferro comunista até o início da década de 90. Mesmo após a queda do Muro de Berlim, os arqueólogos dos grandes centros mundiais de pesquisa tiveram dificuldade em investigar o assunto porque os estudos só haviam sido publicados em romeno, búlgaro e moldávio. "São línguas que poucas pessoas falam na Europa Ocidental. Esperamos que a exposição faça com que mais cientistas se interessem por esses povos e realizem pesquisas sobre eles", disse a VEJA a arqueóloga americana Jennifer Chi, curadora da mostra.
Ainda há muito a descobrir a respeito dos povos da Europa antiga. Sabe-se que migraram de regiões onde hoje estão a Grécia e a Macedônia e que cultivavam trigo e cevada, além de criar gado bovino e ovelhas. Os grupos eram independentes e, provavelmente, falavam várias línguas. Mas mantinham um comércio ativo uns com os outros. Peças feitas de um tipo de concha Spondylus, que existe apenas no Mar Egeu, foram encontradas na Polônia e são o registro arqueológico mais antigo de comércio a longa distância. Acredita-se que, na época, pulseiras e colares feitos com essas conchas fossem tão valiosos quanto os confeccionados com ouro e simbolizassem alto status social.
A peça que mais causa sensação nos visitantes é a estatueta batizada de O Pensador, pela semelhança com a escultura homônima do francês Auguste Rodin (1840-1917). Entre os povos da Europa antiga, imagens masculinas eram raridade. Já as representações de mulheres são comuns. Os corpos estilizados eram vistos como símbolos femininos divinos que trariam fertilidade para os homens e para as terras. Como uma sociedade tão evoluída desapareceu do mapa permanece um mistério. Os historiadores apostam numa invasão de suas terras por guerreiros nômades vindos do norte e também em mudanças no clima da região que teriam inviabilizado a agricultura. Os estudos sobre as mais antigas civilizações da Europa, concordam os cientistas, estão apenas no início.
Super Terra
Um grupo de astrônomos do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, descobriu um planeta com uma massa seis vezes maior que a da Terra e que pode ter 75% de sua superfície coberta de água, além de uma atmosfera gasosa. A descoberta do planeta, que é um dos que mais se parece com o nosso até então, foi publicada nesta quinta-feira pela revista especializada Nature.
A "Super-Terra", como está sendo chamado o planeta batizado de GJ 1214b, está a 42 anos-luz de distância e em outro sistema solar. Sua relativa proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera, informaram os cientistas. "Isso faria desse planeta a primeira 'Super-Terra' com atmosfera confirmada - mesmo que esta atmosfera não seja boa para a vida como a conhecemos", explicou David Charbonneau, que coordenou a equipe de pesquisa.
O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, com cerca de um quinto do tamanho do Sol. A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, já que os cientistas calculam que ela gira entre 120 e 280 graus Celsius.
A maior semelhança com a Terra está na densidade, apontam os cientistas. As descobertas até agora sugerem que o planeta recém descoberto é composto por cerca de três quartos de água e gelo e um quarto de rocha. "Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou indicações da presença do planeta.
(Com agência France-Presse)
A "Super-Terra", como está sendo chamado o planeta batizado de GJ 1214b, está a 42 anos-luz de distância e em outro sistema solar. Sua relativa proximidade torna possível estudá-lo a ponto de determinar sua atmosfera, informaram os cientistas. "Isso faria desse planeta a primeira 'Super-Terra' com atmosfera confirmada - mesmo que esta atmosfera não seja boa para a vida como a conhecemos", explicou David Charbonneau, que coordenou a equipe de pesquisa.
O GJ 1214b tem uma órbita de 38 horas em torno de uma estrela pequena e fraca, com cerca de um quinto do tamanho do Sol. A temperatura do novo planeta, no entanto, é muito alta para abrigar formas de vida como as terrestres, já que os cientistas calculam que ela gira entre 120 e 280 graus Celsius.
A maior semelhança com a Terra está na densidade, apontam os cientistas. As descobertas até agora sugerem que o planeta recém descoberto é composto por cerca de três quartos de água e gelo e um quarto de rocha. "Apesar de sua temperatura alta, este parece ser um mundo de água", disse Zachory Berta, estudante que primeiro identificou indicações da presença do planeta.
(Com agência France-Presse)
Assinar:
Postagens (Atom)